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Australian Open 2024 será 56º Grand Slam masculino seguido conquistado por europeu

A Rod Laver Arena assistirá a mais um europeu coroado no próximo domingo (28)
A Rod Laver Arena assistirá a mais um europeu coroado no próximo domingo (28)AFP

Com a eliminação do norte-americano Taylor Fritz para Novak Djokovic nas quartas de final do Australian Open, está garantido que um europeu vencerá a chave masculina de um Grand Slam pela 56ª vez seguida. Os quatro semifinalistas do torneio australiano são do Velho Continente: Novak Djokovic (Sérvia), Alexander Zverev (Alemanha), Jannik Sinner (Itália) e Daniil Medvedev (Rússia).

A última vez que um não europeu conquistou um dos quatro torneios mais importantes do circuito foi no US Open de 2009, quando o argentino Juan Martín del Potro bateu o suíço Roger Federer em Nova York.

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Veja a chave masculina do Australian Open 2024

Desde então, das 55 finais disputadas, apenas em 6 um não europeu disputou a taça. Foram cinco tenistas que estiveram próximos de quebrar o tabu, já que o sul-africano Kevin Anderson chegou em duas oportunidades. Veja abaixo as 6 ocasiões:

Kei Nishikori (Japão) - US Open 2014

Milos Raonic (Canadá) - Wimbledon 2016

Kevin Anderson (África do Sul) - US Open 2017

Kevin Anderson (África do Sul) - Wimbledon 2018

Juan Martín del Potro (Argentina) - US Open 2018

Nick Kyrgios (Austrália) - Wimbledon 2022

Big 3 e queda dos EUA

Os 15 anos de jejum dos não europeus são muito explicados pelo domínio impressionante do Big 3: Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer. Só eles levaram 44 dos 55 Slams desde o US Open de 2009. Se contarmos os 3 de Andy Murray e os 3 de Stan Wawrinka, já são 50. Carlos Alcaraz venceu 2; Dominic Thiem, Marin Cilic e Daniil Medvedev, um cada.

Juan Mart
Juan MartProfimedia

Outro fator que explica a hegemonia europeia é a queda impressionante do tênis masculino dos Estados Unidos. A nação que mais venceu Slams entre os homens (147) não ganha desde Andy Roddick no US Open de 2003. O mesmo Roddick foi o último tenista dos EUA finalista, em Wimbledon 2009.

Desde que os 4 torneios se estabeleceram juntos no calendário do tênis em 1925, o maior jejum havia sido de 21 Grand Slams, entre Roland Garros 2004 e o US Open de 2009. Esse período foi justamente quebrado pela conquista de Del Potro, o marco inicial do atual jejum.

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