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Futebol europeu forma frente comum contra realização da Superliga

Projeto de criação da Superliga é bastante criticado por torcedores europeus
Projeto de criação da Superliga é bastante criticado por torcedores europeusProfimedia

A UEFA, juntamente com representantes de clubes, ligas, jogadores e torcedores formou uma frente comum contra a Superliga, projeto de nova competição que foi amplamente criticado no ano passado e que ameaça ressurgir com o intermédio de uma nova empresa, com quem as partes se reuniram nessa última terça-feira (8) em Nyon, na Suíça.

"A oposição à autoproclamada 'Superliga' segue sendo total, tanto hoje como em abril de 2021", afirmou a UEFA em um comunicado apoiado por um texto da Associação Europeia de Clubes (ECA).

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As estruturas oficiais do futebol europeu seguem "amarradas aos fundamentos" da modalidade no continente, como a "abertura" das competições, a "solidariedade" econômica e a "meritocracia", incompatíveis com um torneio privado reservado a alguns pouco clubes ricos, acrescentou a entidade.

A UEFA insistiu no "apoio unânime da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa", assim como dos "governos nacionais", uma das razões para o projeto não ter ido para frente em 2021.

A competição foi resgatada pela A22 Sports Management, que procurou abrir um diálogo sobre o futuro do futebol de clubes em um encontro nessa terça-feira (8) na sede da UEFA.

Segundo um participante consultado pela AFP, a reunião teria se tornado uma demonstração de força.

Diante de três representantes da empresa, liderada pelo alemão Bernd Reichart, a UEFA convidou emissários da ECA, dos cinco principais campeonatos europeus (Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês), do sindicato de jogadores FIFPro e da associação de torcedores 'Football Supporters Europe'.

"Claramente, os representantes da A22 ficaram surpresos com o número de pessoas presentes e foram massacrados por duas horas, dando a impressão de improvisar" sobre a seriedade do seu projeto, disse uma fonte que pediu anonimato.

Contando com apenas três apoiadores atualmente (Real Madrid, Barcelona e Juventus), em comparação aos 12 que lançaram o projeto, a A22 afirma que não representa a ninguém e tem apenas o desejo de "reformar o futebol".

"O que entendemos da reunião é que o status quo satisfaz a UEFA", disse Bernd Reichart em comunicado, lembrando que a posição "monopolista" da entidade está atualmente sob litígio no Tribunal de Justiça da União Europeia, que divulgará sua decisão no início de 2023.

A A22 afirmou que manterá seus esforços, apoiando-se "em toda a família do futebol", especialmente os "inúmeros clubes que desejam fazer parte deste diálogo (...) espíritos livres que são no futuro deste esporte".

Em outro comunicado, a UEFA reagiu com ironia ao afirmar que está "comprovando a gravação para ver se se trata da mesma reunião".

"Se existe uma 'lição' de hoje (terça-feira), deveria ser que todo o futebol europeu se opõe ao seu ganancioso plano, como foi claramente dito em nosso comunicado de imprensa. O futebol europeu demonstrou constantemente sua abertura à mudança, mas deve ser em benefício de todo o futebol e não só de alguns poucos clubes", reiterou a federação europeia.

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