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FIFPro alerta para "condições extremas" que vão afetar jogadores na Copa do Mundo 2026

Jude Bellingham joga água no rosto por causa do calor intenso no MetLife Stadium durante o Mundial de Clubes 2025
Jude Bellingham joga água no rosto por causa do calor intenso no MetLife Stadium durante o Mundial de Clubes 2025Jose Breton / NurPhoto / NurPhoto via AFP

O sindicato global dos jogadores, FIFPro, emitiu um alerta nesta segunda-feira (29) sobre os perigos de jogos sob calor extremo na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Após a Copa do Mundo de Clubes, que aconteceu entre junho e julho nos EUA este ano, o diretor de políticas e relações estratégicas da FIFPro, Alexander Bielefeld, classificou o torneio como "um alerta diante do contexto de aquecimento global".

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Com muitos jogos do torneio de clubes sendo disputados no meio da tarde, quando as temperaturas frequentemente ultrapassam os 30°C, a FIFPro destacou os "graves desafios à segurança e saúde dos jogadores e participantes" ao atuar nessas condições extremas.

Para enfrentar esse cenário, a entidade afirmou que "o calendário atual (da Copa do Mundo) e a escolha dos estádios podem precisar ser reavaliados para proteger melhor a saúde dos jogadores, garantir o bem-estar dos torcedores e favorecer o desempenho ideal".

O sindicato também sugeriu intervalos mais longos no meio das partidas e pausas regulares para hidratação. O secretário-geral da FIFPro, Alex Philips, disse que "estamos tendo conversas informais (com os organizadores) sobre o uso de estádios climatizados", mas acrescentou que "nada concreto" foi definido até agora.

Calendário sem pausas

O relatório também ressaltou o impacto do Mundial de Clubes na carga de trabalho dos jogadores após o fim da temporada dos clubes. Bielefeld afirmou que "a realização do Mundial teve um impacto muito negativo" nos períodos de descanso dos atletas e na pré-temporada.

Segundo o relatório, nenhum jogador analisado teve os 28 dias mínimos de folga entre temporadas, e muitos iniciaram a atual temporada sem o período mínimo exigido de quatro semanas de pré-temporada e recondicionamento.

O atacante do Nottingham Forest e da Nova Zelândia, Chris Wood, conversou com os jornalistas durante a apresentação do relatório: "Para nós, jogadores, é fundamental ter o tempo de recuperação para poder voltar a atuar. É possível por uma ou duas temporadas, mas não por cinco ou seis".

Joias expostas

O sindicato também chamou atenção para o aumento do número de minutos em campo de jovens talentos como Lamine Yamal, do Barcelona. Yamal já acumulou mais de 8 mil minutos jogando por clube e seleção antes de completar 18 anos, número que, segundo a FIFPro, supera em muito o de outros "talentos geracionais" como Andres Iniesta ou Kylian Mbappé.

O presidente da rede de consultoria de alto rendimento da FIFPro, Darren Burgess, afirmou que "os jogadores continuam crescendo e amadurecendo até os 24-25 anos, e a exposição excessiva antes disso aumenta o risco de lesão".

Wood acrescentou que é preciso encontrar um equilíbrio para definir o tempo ideal de jogo para adolescentes.

"Quando você é jovem, só quer jogar futebol. Não pensa em como seu corpo está mudando e crescendo. É preciso buscar esse equilíbrio, orientando os jogadores mais jovens sobre os riscos", disse.

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