Pela primeira vez desde a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, a França perdeu um jogo de mata-mata em competições oficiais no tempo normal. Uma sensação que os Les Bleus, portanto, não encaravam há uma década.
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Resultado histórico para uma Espanha que modificou seu jogo convencional de toque de bola e apostou na qualidade de um time veloz e de altíssima intensidade.
Em uma partida com dois campeões europeus e mundiais em campo, detalhes podem fazer toda a diferença. Momentos singulares, que vão desde um forte jogo coletivo a um toque de individualidade para balançar as redes.

Veja detalhes de Espanha 2 x 1 França
França abre na frente
A história do jogo entre Espanha e França começou com os Les Bleus abrindo o placar na visão de jogo de Mbappé. Pela primeira vez desde a partida inaugural, o camisa 10 e capitão francês foi a campo sem a máscara que protegia seu nariz fraturado. A falta do acessório deu mais mobilidade ao atleta, uma vez que era visível o incômodo nas partidas anteriores.
Aos nove minutos, Mbappé recebeu passe de Dembélé na esquerda e cruzou na medida para o cabeceio mortal de Kolo Muani. O atacante francês apareceu entre os zagueiros da Espanha e colocou os Les Bleus na liderança.

O talento de Yamal
Com tantos valores em campo, as expectativas de um jogaço são sempre altas. E são nesses momentos, nos grandes palcos, que os astros, ou pelo menos candidatos a estrelas, aparecem. Aos 20 minutos, Lamine Yamal, de apenas 16 anos, acertou um chutaço de fora da área, mandando no ângulo de Maignan.

Um gol para a história. O espanhol tornou-se o jogador mais jovem a marcar em uma Eurocopa. No recorte entre o torneio europeu e Copas do Mundo, Yamal também tornou-se o mais jovem a balançar as redes, superando ninguém menos que Pelé, o rei do futebol.
A virada espanhola

Quatro minutos depois, a qualidade espanhola voltou a aparecer em Munique. Dani Olmo aproveitou o corte da defesa francesa, deixou Tchouaméni na saudade e chutou forte para o gol. A bola ainda desviou em Koundé e morreu no fundo das redes de Maignan.
Inicialmente, a arbitragem assinalou gol contra mas, no decorrer da partida, o tento foi anotado a favor do camisa 10 espanhol.
Pressão francesa, mas a festa é de La Roja
No segundo tempo, a França aumentou sua presença ofensiva e incomodou a Espanha. O técnico Didier Deschamps promoveu alterações para aumentar a intensidade da equipe, como as entradas de Camavinga, Griezmann, Barcolà e o veterano Giroud.

Mbappé teve uma chance claríssima, quando recebeu na esquerda e, em um corte seco, driblou seu marcador e buscou a finalização. O camisa 10, todavia, errou na força do arremate e a bola subiu para longe do gol de Unai Simón.
A partida ficou aberta e a Espanha começou a ter algumas subidas perigosas com os espaços dados pelos franceses. Mas o placar manteve-se inalterado em Munique, com La Roja celebrando, após o apito final, a classificação à final.
Final no calendário
A Espanha volta a campo para disputar a decisão no próximo domingo (14), às 16h (de Brasília), em Berlim. Será a chance de La Roja isolar-se como a maior campeã europeia, com quatro conquistas.

